Quarta-feira, 30 de Abril de 2014

A febre da Copa

A febre está a começar, de quatro em quatro anos o Mundo para e o maior evento desportivo do planeta invade as nossas mentes e faz crescer a ansiedade de uma prova que se transcende para lá do fenómeno “Futebol”.

 

 

Nesta edição o palco é o Brasil, país apaixonado pelo jogo e que promete ambientes fantásticos em todas as partidas. A corrida aos bilhetes tem sido um sucesso segundo a FIFA, são já poucos os bilhetes disponíveis e com o aproximar da prova torna-se cada vez mais difícil marcar presença nas bancadas.

 

Nesta perspetiva a missão de comprar bilhetes não é uma tarefa fácil contudo não é impossível. O sonho de assistir ao vivo aos jogos do mundial ainda é real, existindo plataformas virtuais onde poderá comprar os seus bilhetes como no caso de Ticketbis Portugal, que proporciona uma excelente oportunidade de ainda seguir de perto o ambiente de alegria que se viverá por todo o país irmão.

 

Fala-se em recorde na venda de bilhetes, as primeiras horas de venda aberta ao público foram uma autêntica loucura, algumas partidas já têm lotação esgotada e na verdade os jogos de Portugal são dos mais desejados.

 

A presença do melhor jogador do mundo na nossa seleção tem obviamente influência, Cristiano Ronaldo é hoje uma autêntica imagem marca do Futebol e também do Desporto na sua globalidade. O astro português leva consigo adeptos de todas as partes do planeta e mais uma vez o fenómeno CR7 vai estar inevitavelmente presente no Brasil.

 

 

A competição aproxima-se em grande velocidade, os últimos preparativos estão a ser ultimados pela organização, faltando apenas alguns acabamentos em alguns estádios e acessos.

 

Tudo se conjuga para um dos melhores mundiais de sempre, como tal esperamos que exista uma grande onda de apoio afeta à nossa seleção, seria importante que os portugueses conseguissem marcar presença por terras brasileiras, sem dúvida um momento único para sentir as emoções de uma grande competição de seleções onde estarão presentes os melhores jogadores envolvidos e também um conjunto de adeptos provenientes de diferentes culturas que deverão privilegiar o fair-play.

 

 

Até o pontapé inicial da Copa, vão surgindo uma série de rumores sobre os possíveis convocados para as diversas seleções, por cá Paulo Bento também não se vê livre desta especulação. O caso Quaresma parece ser o mais mediático, e qualquer que seja a decisão do selecionador nacional será envolta em polémica.

 

Portugal na verdade não tem um leque de convocáveis muito alargado, sobretudo em comparação com anos como o de 2004 e 2006. Porém existem ainda posições que levantam algumas questões.

 

A começar na baliza com o terceiro guarda-redes, Eduardo ou Anthony Lopes, segue-se na defesa a questão dos laterais. Paulo Bento no Euro 2012 optou por apenas levar três, resta saber quem acompanhará João Pereira e Coentrão, Antunes e André Almeida são so melhores colocados.

 

Nos centrais não restam muitas dúvidas, Bruno Alves, Pepe, Neto e Ricardo Costa devem estar no Brasil.

 

No meio campo existem indiscutíveis como Moutinho, Meireles, Veloso e a revelação William Carvalho. Restando ainda duas a três vagas para o miolo, vagas para as quais existem inúmeros candidatos. Falamos dos campeões nacionais pelo Benfica Ruben Amorim e André Gomes, de Adrien Silva do Sporting e também de Josué e o naturalizado Fernando do FC Porto.

 

Hipóteses mais longínquas são André Martins (Sporting), Ruben Micael (Braga) e Paulo Machado (Olympiacos)

 

Quantos aos extremos parece evidente que além de Cristiano, Nani e Varela são homens de confiança de Bento. O quarto será Quaresma, uma surpresa (Rafa Silva, Mané ou Cavaleiro) ou mesmo ninguém, tudo dependerá das prioridades definidas relativamente às posições no campo.

 

 

Por fim os avançados, à partida serão três e a ter de arriscar apostaria nos nomes de Hélder Postiga, Hugo Almeida e Éder.

 

Para uma boa prestação será fundamental uma preparação profissional e tranquila, relembramos o efeito nefasto que a concentração da seleção portuguesa em Macau provocou no Mundial 2002.

 

Nesta perspetiva a Federação Portuguesa deverá garantir que as melhores condições de treino e alojamento são proporcionadas aos jogadores. Só assim será legitimo sonhar com uma participação bem sucedida e quem sabe atingir os feitos de 66 e 2006.

publicado por A.S às 13:25
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Terça-feira, 17 de Dezembro de 2013

Villas-Boas nos Spurs, o que correu mal?

É importante traçar uma linha neste trajeto de Villas-Boas pelo Tottenham, uma linha que separa a época 12/13 da presente época.

 

A época anterior foi de relativo sucesso para o Tottenham, Villas-Boas lutou até à última jornada pelo acesso à Champions e conseguiu chegar aos quartos-de-final da Liga Europa. AVB construiu uma equipa em volta do seu melhor jogador, Gareth Bale, e por mera infelicidade não atingiu o 4º posto da Premier.

 

 

De referir que a explosão de Bale como jogador tem o dedo do treinador português. A colocação do galês numa posição mais central, nas costas do avançado centro, potenciou as capacidades do jogador e deu a conhecer a sua veia goleadora até aí desconhecida.

 

A saída da estrela da equipa levou a uma forte investida no mercado e uma série de contratações muito interessantes para colmatar a sua ausência.

 

Chegaram jogadores como Paulinho, Eriksen, Lamela, Capoue, Chadli e Soldado, valores mais do que suficientes para constituir uma equipa competente na luta pela Champions.

 

Villas-Boas começou bem a presente temporada, conseguiu formar um conjunto forte em termos defensivos (com Vertonghen em destaque) e nas primeiras jornadas da Premier uma serie de vitórias pela margem mínima transmitiam confiança.

 

 

No entanto progressivamente verificou-se que os Spurs tinham sérios problemas no processo ofensivo, problemas que na verdade AVB nunca foi capaz de resolver.

 

Soldado não conseguiu exibir-se ao nível esperado e os médios criativos Eriksen, Lamela e Chadli tardaram em afirmar-se. Dos vários reforços o único que verdadeiramente tem mostrado as suas credenciais é o brasileiro Paulinho.

 

 

Apenas 15 golos em dezasseis jornadas são números preocupantes, perfazendo uma média de menos de um golo por jogo. A estes problemas ofensivos juntou-se nas últimas semanas também uma debilidade defensiva surpreendente.

 

A derrota por 6-0 frente ao City e agora o 0-5 contra o Liverpool deixaram os adeptos muito frustrados e à primeira vista parecia que Villas Boas não tinha as soluções para melhorar a equipa.

 

A verdade é que a demasiada dependência sobre Bale na temporada passada, deixou um trabalho exigente e ingrato a Villas-Boas. A necessidade de construir uma equipa nova com jogadores que tinham pouca experiência em Inglaterra não ajudou.

 

Além desta indecisão tática na formação do melhor onze, outro fator que espoletou a sua saída foi a má relação com alguns jogadores do plantel.

Segundo as más-línguas, o empréstimo de Assou-Ekotto e a pouca utilização de Adebayor deixaram marcas no balneário e também um mal-estar com a direção do clube.

 

O incidente no twitter com Ekotto e Adebayor após o jogo com o Liverpool é prova disso mesmo, http://www.record.xl.pt/Futebol/Internacional/inglaterra/interior.aspx?content_id=858770.

 

 

Num levantamento de opiniões junto dos adeptos dos Spurs, de forma muito interessante estes afirmaram que Villas-Boas complicava demais o futebol da equipa e que era preciso simplificar.

 

Sumarizando a demasiada dependência em termos ofensivos sobre Bale, a inadaptação de reforços como Soldado e o mau ambiente instalado depois dos casos Ekotto e Adebayor ditaram o fim de uma aventura que inicialmente perspetivava-se mais longa.

 

Acredito que AVB tinha ainda capacidade para melhorar o rendimento da equipa, existe qualidade de sobra para realizar melhores exibições e o ex-treinador do Chelsea e FC Porto não parece o tipo de profissional que se deixe atormentar pela pressão.

 

Uma última nota dirigida para o coordenador técnico Franco Baldini, se AVB pode ser responsabilizado pelo fraco rendimento dos reforços também se poderá criticar os valores gastos em alguns jogadores. Baldini gastou 30 milhões em Lamela, mais 30 em Soldado e 18 em Eriksen.

 

Valores muito altos e bastante discutíveis pois com a mesma fortuna poderiam ter sido realizados outro tipo de negócios bem mais proveitosos.

publicado por A.S às 17:18
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Segunda-feira, 16 de Dezembro de 2013

A jornada dos grandes (16ª jornada)

Sporting 3-0 Belenenses


Jogo que se adivinhava complicado para a turma de Alvalade, muito devido às boas prestações do Beleneneses frente ao FC Porto e Benfica. Na verdade até ao primeiro golo, o Sporting sentiu muitas dificuldades em criar perigo junto da baliza de Matt Jones.


A equipa de Van der Gaag esteve bem organizada e não fosse o muito discutível penalti sobre Cédric e a partida podia ter tido outro rumo.


Com vantagem no marcador o Sporting melhorou e conseguiu ampliar o marcador de forma justa. Nesta subida de rendimento creio que seja importante realçar a exibição de um jogador, jogador que já tinha estado em bom nível em Barcelos, refiro-me a André Martins.



Numa fase em que a ascensão meteórica de William Carvalho é o grande destaque dos media, é importante olhar para Martins e perceber que é de facto um jogador importante na mecânica da equipa.

 

A época anterior não se percebeu a sua pouca utilização, Jesualdo Ferreira ainda acreditou no potencial do jovem mas já era muito tarde para mudar a época do Sporting. André Martins tem provado que é um jogador com capacidade para ser titular de um equipa grande e a sua presença em campo oferece soluções que nem William e nem Adrien conseguem oferecer.


Martins é o mais imaginativo dos três e no processo ofensivo tem também a capacidade de aparecer nas zonas laterais a causar desequilibrios. Leonardo Jardim tem sido muito inteligente na sua utilização e estas últimas exibições têm impressionado, Paulo Bento deve estar atento.


Olhanense 2-3 Benfica


Em termos práticos e simplista, o Benfica fez um mau jogo. Erros individuais custaram dois golos, Silvio no primeiro e Artur no segundo.


Salvou os encarnados o facto do Olhanense ser das equipas mais frageis do nosso campeonato e desta forma conseguir recuperar no marcador por duas vezes. O jogador em destaque voltou a ser Matic, nesta partida com mais liberdade, o servio fez um golo e foi o farol da equipa.


Sulejmani voltou a entrar bem e será uma verdadeira injustiça se não começar a titular em Setúbal na próxima Sexta, face ao fraco rendimento de Cavaleiro e Ola John parece evidente que o ex-Ajax merece a titularidade.



Uma referência para a entrada de Oblak, Artur não tem estado bem e se o esloveno segurar a oportunidade de forma convincente podemos estar a assistir à passagem de testemunho na baliza do Benfica.


Rio Ave 1-3 FC Porto 


Paulo Fonseca continua a fazer experiência atrás de experiência e em Vila Conde tivemos a oportunidade de assistir a um novo meio campo constituído por Fernando, Lucho e Carlos Eduardo. A presença de Carlos Eduardo melhorou a dinâmica ofensiva dos dragões, algo que já tinha sucedido frente ao Sporting de Braga na segunda parte.



Começa a ser cada vez mais discutida a posição de Lucho na equipa, parece evidente que o argentino não deve ser considerado indiscutível e que a sua intensidade de jogo já não é a mesma de épocas anteriores.


Carlos Eduardo esteve bem e num futuro próximo não será surpreendente se Lucho fosse relegado para o banco.


O Porto ganhou bem a uma equipa do Rio Ave que se limitou praticamente a defender e nunca conseguiu ser uma ameaça constante para Helton.


Nota ainda para a utilização de Licá e Varela em simultâneo, no meu entender a melhor soluçao oferecendo assim maior largura e profundidade ao futebol azul e branco.

publicado por A.S às 18:26
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Sábado, 14 de Dezembro de 2013

As duas faces dos Citizens

A equipa de Manuel Pellegrini é definitivamente um caso invulgar, simplesmente demolidora em casa e surpreendentemente apática nos jogos fora.

 

 

As vitórias por 6-0 frente ao Tottenham e 4-1 frente ao Man.United adivinhavam uma tarefa muito dificl para o Arsenal de Arséne Wenger e uma verdadeira prova de fogo para o valor dos Gunners.

 

Será que voltaríamos a ver o City dominador e implacável ou a equipa apática e sem ideias longe do Ethiad. Infelizmente para os homens de Londres, os citizens voltaram a apresentar a sua melhor versão e o resultado foi expressivo, um histórico 6-3. 

 

A partida começou à imagem do encontro frente ao Tottenham, intensidade máxima desde do primeiro minuto, pressão alta da linha de medios (Touré, Fernandinho, Silva e Nasri) e uma serie de opotunidades de golo. O Arsenal nunca tinha sido posto à prova desta forma, nem mesmo frente ao Dortmund, outro conjunto forte neste capitulo.

 

 

Aguero fez o primeiro, contra a corrente do jogo Walcott fez o empate mas poucos minutos depois Negredo recolocou justiça no marcador.

 

A equipa de Wenger saía ao intervalo com vida mas a superioridade evidenciada pelo City era impressionante.

 

A segunda parte não foi muito diferente da primeira, o City manteve a toada fez o 3-1 e novamente quase por obra do acaso Walcott conseguiu relançar o jogo. Tal como sucedeu após o 1-1, o Arsenal voltou a sofrer poucos minutos depois e não conseguiu assustar o adversário.

 

A partir do 4-2 tudo estava resolvido, a partida foi anarquica até ao fim, seguiram-se muitas oportunidades e mais três golos.

 

O meio campo dos Gunners foi sufocado em quase todos os momentos, Ramsey e Flamini foram insuficientes para a força de Touré e Fernandinho, Ozil pouco apareceu e Wilshere deu apenas nas vistas pela fraca cobertura aos avanços de Zabaleta e também por um gesto obsceno e infeliz aos adeptos do City.

 

A verdade é que este 6-3 acaba por ser um resultado simpático para o Arsenal, a equipa não fez por marcar três golos e quanto aos seis sofridos não pode queixar-se.

 

Este jogo deixa uma conclusão incontestável, o Manchester City de versão doméstica é sem dúvida a melhor equipa da Premier League. Não existe outra equipa que consiga diminuir e humilhar os adversários desta forma tão contudente, o Arsenal pareceu mesmo uma equipa banal e nunca o líder da Premier.

 

É importante ressalvar a qualidade da dupla constituída por Aguero e Negredo, dois jogadores complementares e que voltaram a demonstrar argumentos muito fortes e que colocam o City com rotulo de favorito ao titulo.

 

Agora voltemos ao ponto de partida, este City tem um lado negro, uma face menos atraente que teima em aparecer.

 

Os jogos fora têm sido mediocres e na proxima semana à uma deslocação dificil a Craven Cottage para defrontar o Fulham. Se Pellegrini conseguir desbloquear este problema como visitante, será dificil parar o City de festejar o titulo em Maio.

publicado por A.S às 23:50
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